CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL EM 2026: AS NOVAS EXIGÊNCIAS DO CONTEXTO ECONÓMICO GLOBAL

CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL EM 2026: AS NOVAS EXIGÊNCIAS DO CONTEXTO ECONÓMICO GLOBAL

A aproximação de 2026 coloca novos desafios às lideranças empresariais, num contexto económico global caracterizado por uma resiliência moderada, mas igualmente marcado por riscos estruturais persistentes.

 

Os elevados níveis de dívida pública, o envelhecimento demográfico na Europa, a escassez estrutural de talento e a crescente fragmentação geopolítica estão a redefinir os fundamentos da competitividade económica, exigindo às organizações uma reavaliação contínua das suas prioridades estratégicas, modelos operacionais e mecanismos de criação de valor.

As perspectivas para o próximo ciclo económico apontam para um cenário de crescimento moderado, no qual a disciplina financeira, a eficiência na alocação de recursos e a capacidade de adaptação estratégica assumem um papel determinante. Neste enquadramento, a gestão estratégica de custos afirma-se como um factor crítico de diferenciação, não apenas como instrumento de controlo financeiro, mas como alavanca para o reforço da competitividade e do crescimento sustentável.

Neste contexto, identificam-se cinco áreas estratégicas consideradas determinantes para a solidez e sustentabilidade das organizações em 2026.

A gestão estratégica de custos destaca-se como a primeira prioridade. Num ambiente de pressão contínua sobre as margens, impõe-se uma abordagem estruturada, contínua e baseada em dados, orientada para a eliminação de ineficiências, a renegociação de contractos com fornecedores e o redesenho de processos. Esta abordagem permite libertar recursos financeiros para investimento e reforçar a resiliência económica das organizações.

A eficiência operacional surge como a segunda área estratégica, num contexto em que a volatilidade económica se tornou estrutural. A instabilidade geopolítica, as tensões comerciais e a imprevisibilidade regulatória exigem maior agilidade na tomada de decisão, suportada por sistemas de informação fiáveis e por uma monitorização rigorosa das estruturas de custo e desempenho.

A adopção estratégica de novas tecnologias e da Inteligência Artificial constitui a terceira prioridade. Embora os ganhos em produtividade sejam já evidentes, a sua implementação deve ser orientada para objectivos operacionais concretos, contribuindo para a mitigação da escassez de talento e assegurando modelos de governação responsáveis, em conformidade com os princípios éticos e os enquadramentos regulatórios aplicáveis.

A gestão de talento, fortemente condicionada pelo envelhecimento demográfico e pela escassez de mão de obra qualificada, assume-se como a quarta área crítica. A capacidade de atrair, reter e desenvolver competências, bem como a adopção de modelos de trabalho mais flexíveis e políticas consistentes de valorização do capital humano, será determinante para a sustentabilidade e continuidade das organizações.

Por último, a gestão de risco num contexto económico multipolar assume relevância acrescida. A emergência de múltiplos polos de poder económico obriga as empresas a reavaliar cadeias de abastecimento, níveis de exposição a mercados e estratégias de mitigação de risco, assegurando a sua preparação para eventuais cenários de desaceleração ou recessão, sem comprometer decisões estruturais de longo prazo.

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